Esse negócio de relacionamento não é mesmo pra mim.
É tudo tão confuso e quanto mais eu penso menos eu consigo entender...
Paro durante longos minutos e me pergunto, porque é tão difícil amar?
O amor é um sentimento nobre, puro, tão simples e nós complicamos tanto. Tornamos o amor algo cansativo, doloroso.
Desejamos tanto que os relacionamentos aconteçam que estamos perdendo a mão, deixando de viver nossos amores. Amar é mais do que trocar alguns beijinhos e carinhos, amor é mais do que bons 15 minutos. Amar é pensar no outro, não com um sentimento de posse, é querer que o outro esteja bem mesmo que com outra pessoa, é desejar que o outro seja feliz, é curtir cada descoberta a dois, é não perceber o tempo passar quando estão juntos, mas saber que um segundo sem o outro no mundo seria suficiente pra doer à vida inteira.
Com tanta modernidade os relacionamentos estão perdendo a essência, estão cada dia mais banais e parece que ninguém vê isso. A juventude se orgulha do desapego dessa geração, da liberdade, do individualismo... Mas será que terão orgulho da solidão?
É claro que é bom sair, se divertir, pegação é muito bom...
Mas é melhor ainda ter com quem contar, ter alguém pra segurar sua mão quando estiver prestes a chorar todas as sua lágrimas, alguém pra te abraçar quando estiver frio, alguém pra te dizer vai dar certo mesmo que nem você acredite nisso, alguém em quem se possa confiar... Enfim, alguém que se possa amar!
E é isso que ninguém percebe, os relacionamentos estão cada dia mais vazios.
Muita convivência, muito costume, pouco amor, pouca cumplicidade.
E é por esses e outros motivos (os quais, eu vou deixar pra outro texto), que eu decididamente não nasci pra relacionamentos. Não sei ser metade, não sei ser só por um momento, gosto de coisas inteiras, de relações entregues. Não nasci para compartilhar segundos ou minutos do meu tempo, e sim para somar e dividir toda a minha vida com alguém que eu possa de verdade AMAR!